Produtores gaúchos serão beneficiados com o status de zona livre de aftosa sem vacinação

Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, o Estado livre de aftosa sem vacinação é um avanço muito forte no status sanitário, o que leva o Rio Grande do Sul a uma situação ímpar na América do Sul. “Estamos em uma localização geográfica bastante privilegiada, juntamente com Paraná e Santa Catarina- que já é livre de vacinação há mais de 18 anos – e não temos mais atividade viral. Mas isso também nos traz uma grande preocupação, que é a responsabilidade de fiscalização, por parte do produtor e pelo ente público. Estamos protegidos pelo Oceano Atlântico por um lado e, por outro, pelos estados de São Paulo e Mato Grosso, além de países como Paraguai, Uruguai e Argentina, que seguem vacinando. Isso nos traz uma certa segurança, porque é uma região que não tem atividade viral. Mas temos que ter vigilância muito forte no trânsito de animais e nos portos e aeroportos, por exemplo”.

Ele salienta que a vigilância, de grande responsabilidade do produtor rural, só será eficiente se houver um fundo vigoroso para indenização de qualquer eventualidade que possa ocorrer em caso de foco de febre aftosa. “Por isso estamos trabalhando fortemente o Fundesa, que tem a agilidade que o estado brasileiro não tem, para acudir o produtor”.

Na opinião de Pereira, em relação às vantagens, no curto prazo, a área mais beneficiada será a suinocultura. “Porque hoje o grande mercado é a China, e ela ainda não importa do Brasil carne suína com ossos, nem vísceras. Temos a possibilidade também, a médio prazo, de atingir mercados como Japão e outros países da Ásia”,  espera.

Para a diretora do Departamento de Defesa Agropecuária da SEAPDR, Rosane Collares, a certificação consolida um trabalho de 20 anos da secretaria, realizado por médicos veterinários, auxiliares rurais, técnicos agrícolas, diretores, administrativos e demais colaboradores que vieram, ao longo desse tempo, trabalhando em prol da sanidade animal no Rio Grande do Sul. Conforme ela, a decisão da retirada de vacina é reconhecidamente uma decisão do Estado, porque foi construída com todos os entes da cadeia do agronegócio: entidades representativas de produtores rurais, da indústria e também serviço veterinário oficial da SEAPDR e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa/RS).

Bonsmara ABCB (@Bonsmara_ABCB) | Twitter