Preço do boi gordo teve maior média da história de Mato Grosso em 2015

Retrospectiva: Em 2015 o preço do boi gordo, apesar de ter tido a maior média da história de Mato Grosso, andou praticamente de lado. Até nov/15, o preço médio foi de R$ 130,12/@, valor 17,2% maior que em 2014. Este fato isolado teria sido ótimo para o produtor, porém, com os altos custos e a baixa oferta de animais, a realidade foi diferente. O abate, por sinal, destacou-se pela forte queda de 15,0% e somou 4,29 milhões de cabeças até nov/15. Com isso, sete plantas frigoríficas fecharam devido à baixa utilização das suas capaci- dades. Os efeitos do ciclo pecuário foram evidentes este ano, já que o abate recorde de fêmeas no passado limitou a oferta de reposição em 2014 e 2015, o que, consequentemente, elevou seu preço e estimulou a retenção de matrizes. Para se ter uma ideia, em 2015 o preço do bezerro desmama aumentou 26,6% e o aba- te de fêmeas diminuiu 21,5%. No lado da demanda, a alta do dólar “salvou” as exportações que, em volume, diminuíram 4,6%, isso porque, mesmo com o faturamento em dólar 11,2% menor, o faturamento em real cresceu 26,9%. Já o consumidor brasileiro, responsável por 74,8% da demanda, absorveu o aumento da carne no varejo, o que sustentou o preço em R$ 20,27/kg na média de 2015, valor 17,4% maior que em 2014.

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. Os preços da arroba do boi gordo e da 17,13% vaca gorda em 2015 foram 17,13% e 19,26% maiores que em 2014, respectivamente,
29,28% caracterizando o maior preço médio anual da história de Mato Grosso.

. No acumulado de jan/15 a nov/15 as exportações registraram queda de 4,65% em volume exportado e 11,19% em receita.

. O número de animais abatidos até nov/15 foi 15,02% menor que o do mesmo período do ano anterior. O abate de fêmeas foi o principal motivo, já que sua redução foi de 21,48%.

. O preço do bezerro de ano aumentou 29,28% entre 2014 e 2015. A valorização do gado de reposição foi um dos principais motivos para o confinamento crescer apenas 5,20%.

PERSPECTIVAS: Por mais que 2016 esteja próximo, o futuro da cadeia do boi se mostra incerto. Desde 2014 o principal direcionador dos altos preços da arroba tem sido a baixa oferta de animais para abate, porém em 2016 a demanda pode entrar no jogo, principalmente pelo cenário macroeconômico do Brasil. No mercado doméstico, as altas taxas de desemprego e inflação podem diminuir o consumo de carne bovina, já que uma menor renda e um baixo poder de compra mudam o padrão de consumo de carnes das famílias, podendo pressionar os preços da cadeia como um todo. Por outro lado, no âmbito externo, a alta do dólar oferece oportunidades para a abertura de novos mercados, tendo em vista o menor preço da carne bovina no exterior, o que poderia contrabalancear com o mercado interno. Não menos importante, é preciso ficar de olho também na oferta, segundo previsão feita pelo Imea, em 2016 o abate pode cair na faixa de 5,0%, em função, ainda, da retenção de fêmeas. Na mesma previsão acredita-se que o volume de abate desta categoria pode retrair 9,3%, se concretizando caso os preços da reposição continuem elevados. Dessa forma, para 2016, o sucesso ou não da cadeia vai depender do sobe e desce dessa gangorra entre a oferta e a demanda.

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Observações:

8 – Considera-se para o cálculo do equivalente físico do boi gordo um animal de 17 arrobas ou 255 quilogramas de carcaça; 49% do peso advém do traseiro com osso, 39% do dianteiro com osso e 12% da ponta de agulha, todos os cortes com osso no atacado.

9 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo os pesos dos cortes cárneos com osso e o peso do couro e sebo obtido no abate de um bovino.

10 – Consideram-se para o cálculo equivalente físico do boi gordo + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos com osso no atacado, o peso do couro e sebo e os pesos dos subprodutos da indústria.

11 – Consideram-se para o cálculo equivalente dos cortes desossados + couro/sebo + subprodutos o peso dos cortes cárneos desossados no atacado, o peso do couro e sebo e o peso dos subprodutos da indústria.

12 – Para o cálculo da relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de 12 meses considera-se um boi gordo de 17 arrobas.

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Fonte: Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).