Máxima atrás de máxima; Indicador Cepea do boi gordo bate máxima histórica pela segunda vez nesta primeira semana de 2022

A oferta restrita de animais prontos para o abate ainda dita o ritmo dos preços do boi gordo, ainda assim, aos poucos os frigoríficos vão conseguindo compor melhor suas escalas de abate e com isso a cotação do boi que estava bastante aquecida, vai perdendo um pouco de tração. No entanto, o boi gordo seguiu sendo negociada na casa dos R$ 345,00/@ em São Paulo nesta quarta-feira. Na B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento para jan/22, encerrou o dia cotado a R$ 337,35/@, desvalorizando -1,92% no comparativo diário.

O mercado atacadista de carne bovina em São Paulo mostrou ter atingido a sua máxima no final do ano passado quando ultrapassou os R$ 21,00/kg e agora encontra dificuldade para se manter acima deste nível, sendo negociado em média a R$ 20,70/kg. As vendas no varejo seguem enfraquecidas, o que resulta em menor ritmo de escoamento e sobras de mercadorias nas prateleiras. Segundo a SCOT Consultoria a procura por boiadas continua e, com a pouca oferta vigente, o preço pago pela arroba do boi gordo subiu R$2,00 na comparação diária. A cotação das fêmeas esteve estável na mesma comparação. Bois de até quatro dentes – que normalmente atendem China – apresentam um ágio de R$10,00 a R$15,00 por arroba em relação ao preço do mercado interno. No Triângulo Mineiro, com as escalas de abate e o volume de animais ofertados diminuindo, houve alta no preço da arroba dos animais terminados. Para o boi e novilha, a alta foi de R$5,00/@ e para a vaca, de R$2,00/@, em relação ao fechamento do dia anterior (4/1). Em Cuiabá, Mato Grosso, na comparação feita dia a dia, a alta foi de R$5,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate. Em Goiás há registros de arroba sendo comercializada por R$ 350, a leiloeira Confiboi confirmou através das suas redes sociais – “Acabei de vender 155 bois, embarque imediato, R$ 350”.

Com dados da Agrifatto, SCOT Consultoria