Veganismo é o hábito alimentar menos sustentável, diz estudo

Haverá alimento suficiente para o mundo inteiro nas próximas décadas? Essa é uma das principais questões quando se pensa sobre o futuro da humanidade. Para atender a uma polução global estimada em 10 bilhões de pessoas, em 2050, a produção agrícola terá que duplicar, afirma a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Nesse caso, a mudança de hábitos alimentares da população pode ser fundamental. E quando se fala em proteção ao meio ambiente e estilo de vida saudável, a dieta vegana surge como a opção mais benéfica, certo? Errado, diz o estudo de seis universidades americanas.

Pesquisadores de seis universidades americanas, incluindo a Cornell University, analisaram 10 diferentes tipos de dietas, incluindo a vegetariana, a vegana e a carnívora, utilizando um modelo de simulação biofísica. O intuito seria estabelecer qual dieta é mais sustentável e quais têm mais perspectivas de suprir a demanda de alimentos da população americana utilizando terras agrícolas. Conclusão: ingerir pequenas porções de carne e leite é melhor do que não consumir nenhuma.

Segundo o estudo — que considera os recursos naturais disponíveis nos Estados Unidos —, dietas com pequenas quantidades de carne e derivados e de ovos e leite, podem alimentar mais pessoas, o que as tornam mais sustentáveis ambientalmente. A razão é simples: a dieta vegana pode não aproveitar todos os recursos disponíveis, pois nem todas as pastagens comuns possuem todos os nutrientes necessários para o cultivo.

Mas calma, não precisa jogar seu hambúrguer de grão-de-bico no lixo ou achar que você não deve repensar sua dieta. O consumo generalizado e regular de carne também leva a uma escassez de alimentos no futuro.

Segundo o estudo, as dietas consideradas mais sustentáveis foram a vegetariana e o lacto-vegetarianismo, que inclui derivados do leite. Para os pesquisadores, alterar nossos hábitos de consumo será decisivo para que as gerações futuras tenham alimento suficiente e uma nutrição adequada.

Fonte: Revista Época.