Caem os custos de confinamento em Goiás

Tabela 1. Comparativo de custos da diária-boi (CDB) entre os meses de março e abril de 2018

1 Dias de confinamento igual a 95; 2 103 dias; e 3 99 dias;

Enquanto houve aumento de preços do milho grão para o estado de São Paulo de 3%, em Goiás houve redução de 6%. Os coprodutos e substitutos do milho aumentaram entre 3% e 5%; já a polpa cítrica diminuiu cerca de 6% em São Paulo. De modo geral, as dietas das propriedades em São Paulo ficaram com custo superior ao mês anterior, ao contrário do que identificou para Goiás, redução no custo alimentar.

No mês atual a redução da Taxa de Longo Prazo (TLP) impactou nos custos de oportunidade do capital imobilizado e, consequentemente, nos custos operacionais da atividade. Em março a TLP foi de 4,95% ao ano (a.a.) e em abril foi cotada a 3,49% a.a. Essa taxa atual foi metade da que foi divulgada em dezembro de 2017. A nova metodologia adotada para calcular a TLP, em vigor desde o início de 2018, reflete a estabilização da inflação. Desta forma, a taxa contribuiu para o custo operacional da atividade reduzir em média 4% para as propriedades representativas.

Após o mês de março ter apresentado alta nos custos da diária-boi (CDB) de 10%, as
variações para o mês de abril foram mais amenas, entre – 1% e +0,32% (Gráfico 1). Em 2018 os CDB acumularam alta em média de 14% para o estado de São Paulo e 9% para Goiás, enquanto os preços por arroba de boi gordo para esses mesmos estados e períodos reduziram 2,5% e 5%, respectivamente.

Os confinadores deveriam manter atualizados os custos produtivos do sistema que possuem para tomarem decisões mais assertivas quanto aos resultados econômicos. O monitoramento equivocado pode colocar em risco o lucro da atividade.

Para calcular os custos do seu sistema de produção faça o download gratuito da planilhadisponibilizada em nosso site. Confira também as edições anteriores clicando aqui.

Gráfico 1. Variação percentual mensal dos custos da diária-boi entre maio de 2017 e abril de 2018

Considerações da análise de custos:

O método de alocação dos custos contempla quatro categorias: i) custos variáveis (aquisição de animais e despesas relacionadas); ii) custos semifixos (energia elétrica, telefonia e combustíveis); iii) custos fixos (mão de obra, depreciações e manutenções); e iv) renda dos fatores (juros sobre o capital de giro e sobre o capital próprio). Desta forma todos os itens de custos foram inclusos conforme a Teoria Econômica. A análise de todos os custos se faz necessário para evitar a descapitalização do produtor na atividade. Entretanto, é comum analisar os resultados por meio de outros indicadores. A Tabela 2 demonstra os custos resumidos com os principais indicadores da atividade.

Tabela 2. Custos de produção no mês de abril de 2018, em R$/@

Considerações Metodológicas do Estudo:

Para calcular os custos de produção apresentados acima, foram utilizados procedimentos metodológicos descritos na literatura científica. Primeiro foi feito estudo de caso em um confinamento de bovinos no estado de São Paulo do qual os dados foram coletados e descritos em planilha eletrônica, Microsoft Excel®. Os dados foram alocados, organizados e as equações matemáticas foram revisadas e validadas com profissionais do setor. Na segunda etapa do estudo foi feito levantamento – survey – com dez confinadores do estado de São Paulo e nove em Goiás. No levantamento os confinadores foram entrevistados pelo pesquisador sobre as características do seu sistema produtivo por meio de um questionário. Essas informações serviram de subsídios para delinear as propriedades representativas, ou seja, os custos apresentados neste informativo representam o confinamento com as características mais comuns da amostra e não uma propriedade em específico. Os coeficientes técnicos levantados foram descritos na Tabela 3, os quais serão atualizados regularmente para acompanhar a evolução tecnológica da atividade.

Tabela 3. Coeficientes técnicos produtivos das propriedades representativas da produção de bovinos confinados estudados

Fonte: Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP, adaptada pela Equipe BeefPoint.

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