Exportações dão sustentação à pecuária brasileira em 2015

Vendas externas das carnes de boi, frango e suínos serão puxadas por clientes novos e pela expansão em mercados tradicionais

A demanda internacional pelas carnes brasileiras deve dar sustentação aos preços e garantir boa margem de lucro aos pecuaristas neste ano. É o que prevê o banco alemão Rabobank em relatório sobre perspectivas para o agronegócio em 2015, divulgado nesta quinta-feira (8/1). A cadeia de bovinos, suínos e aves também terá função importante no aumento do consumo interno de grãos como soja e milho. Os dois grãos são os principais ingredientes usados na alimentação animal (ração) e têm sido prejudicados pelo cenário de oferta global acima do consumo, o que gera queda nas cotações. A desvalorização das duas commodities baixa, portanto, os custos dos produtores de carnes.

A exceção é a situação dos produtores de leite, que devem lidar com preços mais baixos no primeiro semestre do ano, por causa da oferta ampliada.

Aves
A reabertura da Rússia ao mercado brasileiro é um dos principais motores à expansão das vendas nacionais da proteína animal. No ano passado, o comércio entre os dois países foi intensificado após os conflitos armados na região e o embargo russo aos Estados Unidos. O Brasil exportou 160% mais para a Rússia e a tendência é que os frigoríficos nacionais continuem preenchendo o espaço dos norte-americanos no fornecimento do produto. O Rabobank aposta em exportações de 150 mi toneladas da carne este ano ao país euro-asiático. No mercado doméstico também há perspectiva de crescimento do consumo, especialmente de processados/empanados, afirma o banco.

Suínos
As vendas brasileiras de carne de porco devem se consolidar em mercados antes pouco explorados, como Japão e Angola. Além disso, o Rabobank vê possibilidade de abertura do comércio com México, Coréia do Sul e Colômbia em 2015. “De um lado, a
oferta não tende a crescer significativamente, de outro há expectativa de aceleração
da demanda em 2015. A retomada, ainda que lenta, do crescimento econômico global, associada à restrita disponibilidade de carne bovina, deve direcionar parte da demanda para o mercado de suínos. Isso, aliado à provável desvalorização do real em relação ao dólar, deve favorecer as exportações”, argumenta o banco em relatório.
Também espera-se um aumento no apetite dos brasileiros pela carne suína.

Bovinos
Com cotações da arroba atualmente em patamares recordes, a bovinocultura brasileira está próxima a uma encruzilhada, avalia o Rabobank. Como fatores positivos pesam a possível a possível abertura das compras norte-americanas, o reinício das compras chinesas e a redução do rebanho em importantes players como os Estados Unidos e Austrália. Por outro lado, com a redução nos custos de produção, puxada pela desvalorização da soja e do milho, devem motivar os produtores a produzir mais. O preço elevado da carne também pode fazer o consumidor brasileiro pode migrar para o frango ou suínos. Quem deve ficar com o “boi na sombra”, literalmente, são os criadores de bezerros. A demanda por animais jovens devem se manter em alta diante da necessidade de ampliação da produção para atender o consumo . Os preços do garrote chegam a ficar acima do boi gordo no Brasil.

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