Fertilidade nas Matrizes Bonsmara

Antes de falar sobre reprodução e fertilidade, cito uma frase do Prof. Jan Bonsma, onde dizia que “o aspecto mais importante da criação de gado de corte é a sua adaptação a um ambiente específico”.

Fatores climáticos devem ser levados em consideração na escolha da raça a ser utilizada, onde alterações climáticas levam os animais ao estresse calórico, apresentando redução no consumo de alimentos, interrompendo funções produtivas importantes como a reprodução, e priorizando funções vitais para mantença. Diferentemente dos vegetais, que ao sofrerem algum tipo de estresse, priorizam a produção de sementes para perpetuar a espécie, os animais priorizam sua própria subsistência, deixando de se reproduzir. Raças taurinas de clima temperado, quando submetidas a condições adversas às de sua própria origem, apresentam sinais clínicos visíveis, por não se adaptarem, chegam vir à morte.

O Bonsmara foi desenvolvido com o propósito, de se aclimatar as mais variadas condições, demonstrando assim todo seu potencial genético e produtivo. Por alguns anos tive o prazer de trabalhar com esta raça, que dia a dia surpreende. Um exemplo disso é a prenhez das novilhas aos 14 meses de idade, onde muitos técnicos e pecuaristas não são favoráveis a esta tecnologia, mas o Bonsmara contradiz as críticas, apresentando resultados convincentes. Em algumas estações de monta que acompanhei, quando estas foram desafiadas em estação de monta de 60 dias, sendo observado cio natural, sem qualquer indução ao cio, manisfestaram cio cerca de 98% das fêmeas expostas e emprenharam na média 85% do total. Sendo estas observações não só para rebanhos puros, mas para novilhas ½ sangue também. (Bonsmara x Nelore). Nas multíparas, resultados acima de 90% de prenhez em estação de monta de 90 dias são comuns em vários rebanhos Bonsmara, por todo o Brasil.

Com a escolha de emprenhar as novilhas aos 14 meses, se consegue um aumento significativo da taxa de desfrute do rebanho, visto que uma categoria de recria, se torna categoria de fêmeas em reprodução, otimizando os custos da propriedade e uma maior agilidade na formação e reposição do plantel de fêmeas. E as fêmeas que não emprenham precocemente são destinadas ao abate cerca de um ano antes, comparadas aquelas que seriam inseminadas ou cobertas aos 24 meses.

Fertilidade e precocidade sexual caminham lado a lado nas fêmeas Bonsmara. Com a certeza que o sucesso dos índices zootécnicos, se dá principalmente a grande capacidade de adaptação que o Bonsmara possui.

Danilo César P. Zerbinatti
Zootecnista – Inspetor ABCB
Membro do CDT

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Por que Bonsmara?

"O aspecto mais importante da criação de gado de corte é sua adaptação a um ambiente específico."

- Prof. Jan Bonsma

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