Importação chinesa de carne dos EUA é estímulo para produção brasileira

A retomada das compras da China da carne bovina produzida nos Estados Unidos funcionará como um “estímulo” à produção da proteína no Brasil, na opinião do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli.

 

Segundo ele, os EUA são um tradicional fornecedor de carne com maior valor agregado, nicho do qual o Brasil ainda tem pouca produção e participação no mercado global. Sendo assim, o consumo da proteína chinesa pelos norte-americanos não traz riscos de perda de participação, podendo, ao contrário, funcionar como um estímulo para que a produção brasileira avance em busca de melhor rentabilidade.

“Precisamos parar de falar de produzir boi e começar a produzir carne. No processo da nossa curta permanência lá [China], vimos que precisamos trabalhar mais na área gourmet, com carne ingrediente”.

Segundo ele, o Brasil está atento a este nicho de mercado, de maior valor agregado, e vem trabalhando para aumentar a produção em toda a cadeia, com a criação de raças europeias e africanas (Bonsmara e Angus, por exemplo) e com frigoríficos adotando programas qualidade de carcaça, com pagamento de prêmios aos pecuaristas.

Para Camardelli, este movimento pode ainda abrir mais espaço para o produto brasileiro também no Estados Unidos. O representante cita que, apesar de neste primeiro momento os embarques serem basicamente de carne magra para produção de hambúrgueres, a diferença entre a forma de criação de gado no Brasil e nos EUA pode ser um diferencial competitivo.

Fonte: Estadão, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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